quinta-feira, 28 de abril de 2016

DEUS SABE O QUE É MELHOR PARA MIM

     Deus tem um plano para nossa vida, que se cumpre no tempo por Ele determinado. Antes da fundação do mundo, Ele pensou em nós, pois estávamos em Sua mente e coração desde a eternidade passada (Efésios 1:4).
     Nossa vida tem um sentido e nada acontece por acaso. Mesmo que tracemos metas, é tolice viver à parte do que Deus planejou para nós, pois o que Ele preparou para os que O amam é superior e mais precioso. Se quisermos ter uma vida de valor, que realmente faça sentido e seja feliz, precisamos viver de acordo com o que Deus planejou para nós.
     Nunca nos esqueçamos, a despeito do que nos aconteça, de que os pensamentos de Deus a nosso respeito são de paz e não de mal (Jeremias 29:11), e são mais altos que os nossos. Deus vê as circunstâncias de outro ângulo; Ele as vê de cima (Isaías 55:8-9). Não tomemos decisões precipitadas baseados em nossa visão limitada. Todas as coisas, até as que não entendemos l, cooperam para o nosso bem. Tudo faz parte do plano de Deus em nossa vida (Romanos 8:26).
     A Bíblia conta histórias de pessoas para as quais Deus tinha planos. Ele pensou a respeito delas e trabalhou para que tudo se cumprisse. No entanto, quando olhamos suas histórias, talvez pensemos que elas não precisassem passar por certas circunstâncias. A história de José é exemplo disso. Deus lhe revelou que um dia ele reinaria. Mas, ao analisar sua história, é difícil entender e aceitar que o que ele sofreu fazia parte do plano de Deus. Ele foi desprezado e vendido pelos irmãos, trabalhou como escravo no Egito, foi preso injustamente e viveu situações muito difí eis. Porém, no final de sua vida, reinou no Egito. O plano e Deus se cumpriu. O mesmo aconteceu com Davi. Depois de ungido rei e Israel, vivia escondido fugindo da ira do rei Saul e isso por cerca de dez anos. No entanto, no tempo certo, Deus o fez reinar sobre todo o Israel, como havia designado.
     Essas histórias servem-nos de inspiração. O plano de Deus para nossas vidas é fazer de nós cristãos vencedores, Seus herdeiros (Tiago 2:5). Isso vai se cumprir no tempo certo. Enquanto isso, deixemo-Lo governar sobre nós e nos conduzir. O final da história será o mais glorioso, pois Deus tem preparado o melhor para nós (1Coríntios 2:9).

quinta-feira, 17 de março de 2016

Um nova oportunidade – Jornal Árvore da Vida

A cada dia temos oportunidades renovadas para nossa vida, sustentadas pela misericórdia e amor divinos. Não há, na presença de Deus, escassez de misericórdia, de bênçãos ou de amor. Nele temos abundância de perdão, de vida, de cuidado, esperança, perseverança e atenção. O Deus que abriu uma porta para nós não menospreza os humildes começos, mas aguarda com paciência o momento de nos fazer o bem.
Querido leitor, derrame seu sentimento diante de Deus em oração, enchendo seu coração do próprio Cristo, invocando Seu nome e solicitando a intervenção do Senhor, que pode mudar seu dia, trazendo à existência o invisível. “Invoca-me, e te responderei; anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas, que não sabes” (Jeremias 33:3).
Aproveite as oportunidades que cada dia lhe oferece para viver Deus em toda a Sua abundância, invocando o nome de Jesus Cristo, deixando-O preencher seu interior. “Assim como o Pai, que vive, me enviou, e igualmente eu vivo pelo Pai, também quem de mim se alimenta por mim viverá” (João 6:57).

Palestra Como usar o Bom Depósito - Marco Melo


Ele se inclina para nos ouvir – Jornal Árvore da Vida

Veja que grande amor e tamanha consideração Deus tem por Seus filhos, os pequeninos homens.Ele quer cuidar de nós com carinho e para isso está disposto a nos ouvir.
“Porque inclinou para mim os seus ouvidos, invocá-lo-ei enquanto eu viver” (Salmos 116:2).
Assim como nos inclinamos para falar com uma criança, nosso Deus inclina para nós Seus ouvidos, na grande expectativa de conversar conosco. Nossa reação a esse inclinar-se é clamar pelo Senhor, invocar Seu nome enquanto vivermos, pois Ele está disposto a falar conosco e ouvir nossas palavras.
Deus valoriza a presença e as palavras dos homens, Seus queridos. Não podemos cair no engano de pensar que Deus não nos ouve ou não presta atenção a nós. Quando O invocamos, certamente Ele nos ouve. Aproveite agora para conversar com Deus.
Porque ele diz: Eu te ouvi no tempo da oportunidade e te socorri no dia da salvação; eis, agora, o tempo sobremodo oportuno, eis, agora, o dia da salvação” (2 Coríntios 6:2).

O potencial de uma jovem nas mãos de Deus - Sandra Menegucci


A identidade de um casal jovem - Ezra Ma


Casamento: Conquista ou castigo? – Jornal Árvore da Vida

O casamento é uma grande conquista na vida do ser humano. Essa conquista começa com a escolha da pessoa com quem nos iremos casar, inclui o lugar onde iremos morar e prossegue com a administração dos recursos que temos para viver a nova vida a dois. Com a vinda dos filhos outras conquistas serão necessárias, pois a responsabilidade aumentará, as restrições crescerão, e um “novo terreno” jamais explorado anteriormente pelo casal deverá ser percorrido, e isso sem caminho de volta.
Como toda conquista, cada etapa do casamento oferece novos desafios, obstáculos, lutas e incertezas. Mas, se o alvo é claro e definido, nosso espírito é correto e nossa atitude é humilde e dependente de Deus, certamente ultrapassaremos os obstáculos, conquistaremos vitórias, aprenderemos lições preciosas e cumpriremos a vontade de Deus em nossa união conjugal.
Um dos grandes obstáculos para vencer cada etapa dessa conquista é a maneira como encaramos cada situação que se apresenta em nossa jornada a dois. Alguns, diante da menor dificuldade, se desesperam e desistem. Outros buscam razão para desistir, como se desde o início não quisessem casar-se. Mas há aqueles que são perseverantes, possuem um coração aberto para aprender com o novo e, por serem confiantes no Senhor, creem que Ele proverá o livramento para cada situação.
Usemos a história do povo de Israel como ilustração para a maneira de encarar as situações que aparecem em nossa vida. Os israelitas tiveram o desafio de entrar e conquistar a terra de Canaã que lhes fora prometida por Deus no Antigo Testamento.
Antes de entrar lá, porém, Moisés, servo de Deus, enviou doze homens, um representante de cada tribo (Números 13:2), para espiar como era a terra que Deus lhes havia prometido. Dentre os doze, Calebe foi o escolhido da tribo de Judá, e Oseias, da tribo de Efraim, a quem Moisés chamou de Josué (vs. 6, 8, 16). Todos os doze entraram na boa terra de Canaã e, depois de a terem visto e explorado, voltaram dizendo que a terra era muito boa, pois manava leite e mel. Eles também trouxeram, pendurado numa vara, um cacho de uvas que precisou ser carregado por dois homens, indicando quão rica e abundante era a terra prometida por Deus (vs. 21-24).
Dez dos espias, porém, disseram que o povo que lá habitava era mais forte do que eles. Ao verem as dificuldades de possuí-la, infamaram a terra que haviam espiado, dizendo que ela devorava seus moradores. Disseram também que lá habitavam gigantes a ponto de se verem como gafanhotos perante eles. Ao ouvirem um relatório tão negativo por parte desses dez espias, o povo levantou-se, gritou em voz alta e chorou naquela noite. Todos os filhos de Israel murmuraram contra Moisés e contra Arão. Muitos agem como esses espias; enfatizam só o que é negativo em seu casamento, desesperam-se diante das dificuldades e reclamam de tudo, inclusive de Deus, como se o casamento fosse um castigo, e não uma benção. Baseados em seus próprios sentimentos e conveniências, e por não crerem na promessa de Deus, desistem de lutar e só pensam em voltar atrás.
A atitude de Josué e Calebe, porém, foi diferente, pois disseram: “A terra pelo meio da qual passamos a espiar é terra muitíssimo boa. Se o Senhor se agradar de nós, então, nos fará entrar nessa terra e no-la dará, terra que mana leite e mel. Tão somente não sejais rebeldes contra o Senhor e não temais o povo dessa terra, porquanto, como pão, os podemos devorar; retirou-se deles o seu amparo; o Senhor é conosco; não os temais” (vs. 7-9). Apenas Josué e Calebe creram no que Deus havia prometido e, por esse motivo, somente eles entraram, conquistaram e desfrutaram da benção prometida por Deus (v. 30).
A conquista da benção no casamento é assim. Todos encontramos dificuldades em suas diversas etapas, mas o que determina se iremos superá-las ou não, se iremos vencer ou não, se iremos cumprir a vontade de Deus ou não, é a atitude que cada um nós terá diante dos obstáculos e desafios que aparecerão. Aprendamos com o exemplo de Josué e Calebe, que, por encararem a situação não segundo o ponto de vista das pessoas ao redor, nem segundo seus próprios sentimentos (Números 13:33), creram na promessa de Deus e no poder de Sua presença com eles. Eles não duvidaram, tampouco recuaram, mas perseveraram em seguir o Senhor e conquistaram o que Deus lhes havia prometido ( 14:24; 32:12). Deus garantiu Sua benção ao casamento, mas cabe a nós conquistá-la crendo em Sua promessa e confiando em Sua presença.

Palavra aos Casais - Miguel Ma


Eles serão o que somos – Jornal Árvore da Vida

Parece uma lei natural: mais dia, menos dia, aquilo que os pais defendem, seus pontos de vista, seus conceitos e preconceitos, suas “verdades”, tudo vai manifestar-se nos filhos. Talvez ninguém preste atenção nem se importe se essas “verdades” são princípios, valores, fatos reais ou apenas comentários irritados ou sentimentos hostis contra pessoas, circunstâncias e fatos da vida. Desde muito cedo os filhos vão assimilando com todo o seu ser essas manifestações dos pais: nunca deixam de perceber suas reações na face, no tom da voz, nos gestos. E cada uma delas vai sedimentando-se em seu coração, formando seu caráter.
Temos de considerar que “verdades” vivemos, expressamos e alardeamos. Enquanto aguardamos o nascimento do filho, seria oportuno que, como pais, avaliássemos o conjunto de conceitos e valores que respaldam nossa vida. Quando os pequeninos chegam, logo nos preocupamos em alimentá- los e fortalecê-los e ficamos aflitos com qualquer coisa que possa afetar a saúde ou o conforto deles. Mas poucos pais se preocupam com os conceitos e valores que, inevitavelmente, vão contribuir na formação da emoção, do discernimento e do caráter dos filhos.
É urgente que os pais revejam seus conceitos. Por exemplo, que conceito você tem sobre o casamento? Trata-se de uma união que pode ser dissolvida quando os problemas mais graves surgem? É uma armadilha? É uma relação que não pode ser mantida na vida moderna? Ou é algo criado por Deus para guardar o homem do pecado, um ambiente recheado de situações úteis para os cônjuges amadurecerem mais rápido pelo exercício da paciência, da misericórdia, da ternura, do amor? Afinal, seus conceitos são negativos ou positivos acerca dessa instituição?
Que impressões você tem sobre Deus? É um Deus distante que abandonou a raça humana a seu destino? Alguém indiferente que pouco se importa conosco? Ou o Criador do homem, para o qual tem um propósito bem definido? Afinal, sua relação com Deus é pessoal ou impessoal?
Em que conceitos você baseia o sucesso? Como algo que é medido e pesado pelo acúmulo de bens materiais? Pela projeção na sociedade? Pela capacidade de discernir a vontade de Deus e cumpri-la? Pelo equilíbrio e maturidade demonstrados nas soluções das dificuldades que se levantam na vida humana? Afinal, você avalia o sucesso pela posse de coisas exteriores, como carros, dinheiro, propriedades, objetos de alta tecnologia, ou pela conquista de coisas interiores, como Deus, discernimento, maturidade espiritual e percepção clara da origem e do propósito do homem?
Poderíamos fazer um sem-número de considerações a fim de identificar conceitos que acabam tornando-se o arcabouço de uma vida, como sexo, entretenimento, família, amigos, mídia e muitos outros temas sobre os quais talvez você nunca tenha pensado, mas que, de qualquer maneira, influenciam seu estilo de vida e desenham o perfil psicológico e espiritual de seu filho, refletindo-se na humanidade dele.
Se quiser saber como você é, basta olhar para seu filho, e, se quiser saber como serão seus filhos, basta olhar para você. Muitos pais já tiveram a experiência de ser iluminados a respeito de si mesmos ao perceber como seus filhos agiam, viviam, andavam, julgavam, reagiam. Quando viram nos filhos atitudes que consideravam nocivas, esses pais puderam arrepender- se, refizeram sua escala de valores e procuraram ter um novo começo com seus filhos e em seu próprio modo de vida.
Nós, pais, precisamos estar atentos à nossa própria condição, nosso modo de viver e de encarar as coisas, sobretudo, diante de circunstâncias adversas, pois nossos filhos são, de fato, um reflexo do que somos. Se queremos formar cidadãos equilibrados para a sociedade e pessoas que Deus vai utilizar sem restrição, roguemos a Deus que nos dê, também, uma vida equilibrada em todos os sentidos.
“Este é o livro da genealogia de Adão. No dia em que Deus criou o homem, à semelhança de Deus o fez; homem e mulher os criou, e os abençoou e lhes chamou pelo nome de Adão, no dia em que foram criados. Viveu Adão cento e trinta anos, e gerou um filho à sua semelhança, conforme a sua imagem, e lhe chamou Sete” (Gênesis 5:1-3).

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

SÉRIE A REVELAÇÃO E O VIVER DA IGREJA

O que é a Igreja?
     Muitos têm um conceito errado sobre o verdadeiro significado de igreja. Em Mateus 16 lemos: "Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (v. 18). A Palavra igreja nesse texto é  equivalente a ekklesía, no grego, isto é, a assembleia dos que foram chamados para fora. Diferentemente do que muitos pensam a igreja não é um templo físico, material; tampouco uma organização humana, mas um grupo de pessoas que foram chamadas para fora do mundo. Além disso, o sentido da palavra ekklesía sugere algo dinâmico e não estático. Ao falar sobre a igreja, o Senhor Jesus se referia ao viver das pessoas que nasceram de novo e foram chamadas por Deus para estarem juntas.
     A igreja não é algo físico, fixo e estático, e muito menos uma organização humana. A igreja é o Corpo de Cristo (Ef 1:22-23), é algo vivo, orgânico, e que se move conforme a necessidade da Cabeça, que é Cristo. Como membros de Seu Corpo, recebemos a vida divina para exercer nossa função conforme Sua vontade.

     Em certos lugares, alguns irmãos presumem que somente aqueles que partem o pão, tomam a ceia com eles ou que foram batizados no meio deles são considerados a igreja. Contudo a Bíblia não diz isso, pois todos os que creem são membros do Corpo de Cristo, pois foram batizados para dentro de um mesmo Corpo (1 Co 12:12-13).

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

O propósito de Deus

Quando o Senhor tem um propósito na sua vida, tudo se torna um obstáculo para que não venha a se realizar. Deus até permite muitas coisas acontecerem não porque Ele não nos ama, mais porque Ele quer nos ver firmes, fortalecidos, decididos e estabelecidos somente Nele. Pois tudo ao redor coopera para que não aceitemos as coisas como tem que ser, mais que seja conforme o nosso querer. Mais uma coisa não podemos esquecer, não é como nós queremos e sim como Deus quer, com o nosso jeitinho, só conseguimos afastar a mão de Deus e atrasar o Seu trabalhar em nós. O que poderia levar pouco tempo para obtermos e alcançarmos se tornam anos intermináveis, e batalhas diárias com nós mesmos até novamente nos arrependermos e darmos a direção das nossas vidas novamente ao Senhor.
Por isso a nossa oração deve ser de arrependimento e entrega total ao nosso Deus. Façamos como Ele quer e aceitemos o Seu trabalhar em nossas vidas. Pois quando nos tornamos permissivos Ele pode agir em nós e dispensar aí sim a Sua vontade e propósito em nossas vidas.
Quem nesta manhã possamos ter um "encontro com Deus" no nosso interior, desvendando a Ele os nossos mistérios e permitindo Ele fazer morada em nossos corações, nos saturando completamente, até não restar nada de nós mesmos até termos a Sua plena expressão.
Oh, Senhor Jesus, que nesta manhã possamos te receber como nosso único Senhor e Salvador, entregando-nos completamente a Ti e deixando o nosso velho homem para nos revestir totalmente do novo homem em Cristo Jesus. Que o Seu amor, vontade, fé, misericórdia possam estar completamente expressas em nós. Nos perdoa dos nossos pecados, nos leva a cavar no mais profundo tudo aquilo que não damos importância Pai, mais que nos afastar de Ti e nos leva diariamente a sair da Tua presença. Sonda os nossos corações e vê se há algum desígnio mal, e se houver que o Senhor possa nos limpar e restaurar, perdoar por completo. Amém.

terça-feira, 5 de maio de 2015

A ECONOMIA ETERNA DE DEUS

          Entre os livros históricos do Antigo Testamento, está o livro de Rute. Para compreendermos a razão da presença desses livros históricos no Antigo Testamento, precisamos ver claramente que a  grande revelação da Bíblia é a economia eterna de Deus. Deus tem um plano, estabelecido desde a eternidade passada, que é ter um povo que O expresse nesta terra e exerça autoridade em Seu nome. Para isso Ele escolheu pessoas (Ef 1:4), regenerou-as por meio de Seu Espírito (Jo 3:5-7; Tt 3:5-7) e está constantemente dispensando-se dentro delas para que, cheias de Sua vida, possam manifestá-Lo. Essas pessoas constituem o homem coletivo, que é a igreja. Desde o início até o fim da Bíblia, Deus fala de Sua economia, quer por meio de figuras quer por meio de revelação.
          Podemos ver isso no relato da criação em Gênesis 1 - 2. Nesse trecho da Bíblia está, aparentemente, apenas o registro da criação de todo o universo - incluindo o homem; no entanto, ali está oculta a economia de Deus. No primeiro dia, temos a luz, que se refere ao dispensar do Pai, que é luz (1 Jo 1:5). No segundo dia, Deus fez o firmamento e por meio deste fez separação entre as águas debaixo do firmamento e as águas sobre o firmamento (Gn 1:6-8). O firmamento é a atmosfera, o ar, que na Bíblia representa o Espírito Santo (Jo 3:8; 20:22), e Este é que nos capacita a deixar as coisas terrenas e buscar as celestiais (Cl 3:1-3). No terceiro dia, a porção seca emergiu das águas, e como resultado, a vida surgiu (Gn 1:9-12). Essa porção seca representa Cristo, que ressuscitou vencendo a morte (At 13:33, 34), e ao ressuscitar deu-nos vida (Ef 2:1).
          No quarto dia da criação vemos a lua, a qual representa a igreja; a lua não tem luz própria mas reflete a luz do sol, assim como a igreja não tem luz própria, mas reflete a luz de Cristo - o Sol da justiça (Ml 4:2; Jo 1:4; 8:12). Deus tem a Sua expressão na Terra por meio da igreja, contudo, para que essa expressão seja plena, a igreja precisa multiplicar-se, expandir-se, e isso é representado pelos animais criados no quinto dia, aos quais foi ordenado que se multiplicassem (Gn 1:20-23).
          Até ao quinto dia, no entanto, Deus não tinha ainda uma expressão adequada Dele mesmo, alguém que pudesse identificar-se com Ele. Então, no sexto dia, Ele criou o homem à Sua imagem, conforme a Sua semelhança, e ordenou a ele que enchesse a terra e a sujeitasse (v. 28). É por meio do homem criado, regenerado e cheio da Sua vida, que Deus poderá cumprir Sua economia. Então, o homem e Deus poderão entrar no descanso do milênio, representado pelo descanso do sétimo dia, e depois no descanso eterno, na Nova Jerusalém.
          Assim, tendo em mente que Deus deseja cumprir Sua economia, ser-nos-á fácil compreender a importância do livro de Rute na sequência histórica do Seu plano e, dessa forma, desfrutar todas as riquezas nele contidas.

O ANTICRISTO

          O anticristo é o anjo do abismo; seu nome em hebraico é Abadom, e em grego, Apoliom (Ap 9:1-11). Abadom significa destruição e Apoliom, destruidor. Satanás, sabendo que só lhe restam três anos e meio antes de ser aprisionado por Deus por mil anos, usará o anticristo para fazer tudo o que for possível para destruir a humanidade. O anticristo é também o homem do pecado, o filho da perdição (2 Ts 2:3-10). Ao escrever sobre isso aos tessalonicenses, o apóstolo Paulo tinha em mente o livro de Daniel, indicando que o mistério da iniquidade já operava, mesmo em seu tempo e, certamente, de maneira muito mais clara e perceptível hoje. A iniquidade, a ilicitude e o pecado tendem a aumentar neste mundo até o aparecimento do iníquo, o anticristo. Mas o Senhor Jesus o matará com o sopro de Sua boca, e o destruirá pela manifestação de Sua vinda (2 Ts 2:7-8). O anticristo será destruído pela ira de Deus (Dn 9:27; Ap 16:1; 19:15) e esta destruição será executada por Cristo na guerra do Armagedom (16:14, 16), e a derrota do anticristo será total (19:17-21). Com isso, se cumprirão as setenta semanas que o profeta Daniel profetizou a respeito de Israel, será finalizada esta era e virá o reino vindouro de mil anos.


SER DESPERTADOS!

          Por não sabermos quanto tempo ainda temos neste intervalo até o início da última semana, precisamos ser despertados a fim de cooperar com Deus. Desse modo, Seu plano será concretizado, a igreja será edificada e o evangelho do reino será pregado a todo o mundo. Quando isso acontecer, então virá o fim.

domingo, 3 de maio de 2015

LANÇAR ÂNCORAS!

               Quantas vezes passamos por temporais em nossa vida! Quantas vezes perdemos o rumo e ficamos dando voltas! Quantas vezes nos desesperamos e nos agarramos a qualquer coisa que esteja ao nosso redor numa desesperada tentativa de sobreviver e não naufragar! Que fazer?
               Há uma esperança! Ao vermos o mar revolto tentando nos tragar, é hora de lançarmos a âncora. É hora de ancorarmos na Palavra de Deus. É hora de ancorarmos na promessa de Deus. Talvez você pergunte: que promessa é essa e como podemos saber se a  promessa é para nós? Em Gálatas 3:14, 22 lemos que a promessa de Deus é o Espírito: "Para que a benção de Abraão chegasse aos gentios, em Jesus Cristo, a fim de que recebêssemos, pela fé, o Espírito prometido (...) a Escritura encerrou tudo sob o pecado, para que, mediante a fé em Jesus Cristo, fosse a promessa concedida aos que creem". Baseados nesses versículos vemos que Deus prometeu o Espírito, e essa promessa é dada a todos os que creem.
               Nós já recebemos o Espírito (Romanos 8:11, 15, 16). Cristo já habita em nós (2 Coríntios 13:5). Existe algum problema que seja insolúvel? (Gênesis 18:14). Existe algo maior do que o Senhor que habita em nós? Evidentemente, não. Porém, para experimentarmos isso é preciso crer. Quando cremos, temos esperança. Cremos em Deus, na Sua Palavra e na Sua promessa (Números 23:19; Josué 21:45). Não devemos crer em nossos sentimentos, que são oscilantes, nem nas circunstâncias, que mudam. Deus, na Sua Palavra, nos diz que Cristo é nossa vida (Colossenses 3:4). Você crê nisso?Você pode proclamar isso? A Palavra de Deus também nos diz que somos mais que vencedores por meio Daquele que nos amou (Romanos 8:37). E nisso, você crê? Ele nos diz que Sua graça nos basta (2 Coríntios 12:9). Você crê nisso?
               Algumas vezes seu sentimento talvez diga que tudo isso parece não ser suficiente o bastante para a situação pela qual você está passando. É nesse instante que devemos perceber uma coisa: ou Deus ou seu sentimento está mentindo. Quem é mais confiável: Deus ou nossos sentimentos? "Deus, quando quis mostrar mais firmemente  aos herdeiros da promessa (que somos nós) a imutabilidade do seu propósito, se interpôs com juramento para que, mediante duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, forte alento tenhamos nós que já corremos para o refúgio, a fim de lançar mão da esperança proposta; a qual temos por âncora da alma, segura e firme e que penetra além do véu" (Hebreus 6:17-19). É impossível que Deus minta! Isso nos dá um forte alento e faz-nos correr para o refúgio que é o próprio Cristo. Podemos ter esperança! A nossa alma, que estava à deriva no temporal, agora lançou âncora em algo firme que penetra além do véu, isto é no Santo dos Santos, onde Deus está, que é nosso espírito.
               Deus também deseja testar nossa fé. Deus testa nossa fé para que possamos crescer. Ao sermos testados, percebemos que necessitamos de graça. Por isso, nós O buscamos e recebemos mais da Sua graça. Deus nos testa também para que tenhamos uma fé genuína e verdadeira, que pode passar por provas, como lemos em 1 Pedro 1:7: "Para que uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo". Nossa fé testada e aprovada é mais preciosa que o ouro perecível. "Senhor, obrigado por tudo que Tu és. Obrigado por poder crer em Ti e confiar em Ti. Graças te dou pelas Tuas promessas e pela Tua Palavra que me dá vida e me fortalece. Senhor, todas as pessoas passam por dificuldades e tribulações, mas eu posso crescer e Te glorificar no meio das tribulações. Hoje posso Te louvar, ao invés de reclamar. Senhor, Tua graça me basta!"

O HOMEM EXTERIOR E O HOMEM INTERIOR

               Em Romanos 7:22 lemos: "Porque, no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus". Nosso homem interior tem prazer na lei de Deus. Em Efésios 3:16 lemos também: "Sejais fortalecidos com poder, mediante o seu Espírito no homem interior". Em 2 Coríntios 4:16 Paulo também diz: "Mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, contudo, o nosso interior se renova de dia em dia". A Bíblia divide nosso ser em homem interior e homem exterior. Deus mora no homem interior, e o que está por fora desse "homem interior ocupado por Deus" é o homem exterior. Em outras palavras, o nosso espírito é o homem interior, e o que os outros contatam é o homem exterior. O homem interior se veste do homem exterior como se fosse uma roupa. Deus colocou a Si  mesmo, Seu Espírito, a Sua vida e o Seu poder em nós, isto é, no homem interior. Do lado de fora estão a mente, emoção e vontade. Por fora de tudo isso está o corpo, a carne.
               Para que alguém trabalhe para Deus é necessário que o seu homem interior seja liberado. O problema básico de muitos servos de Deus é que o seu homem interior não consegue irromper do homem exterior. Para que o homem interior possa ser liberado, é necessário que ele irrompa do homem exterior. Precisamos ter a clareza de que o primeiro obstáculo para a nossa obra somos nós mesmos, e não outras coisas. Se o nosso homem interior estiver aprisionado, confinado, então o nosso espírito estará encoberto e não será fácil liberá-lo. Se nunca aprendemos a romper a barreira do homem exterior com o nosso espírito, não podemos trabalhar para o Senhor. Nada nos atrapalha tanto quanto o homem exterior. Se a nossa obra terá eficácia ou não, depende de o Senhor ter quebrado o nosso homem exterior e o homem interior ser liberado através do homem exterior quebrado. Isso é fundamental. O Senhor tem de demolir o nosso home exterior a fim de abrir caminho para  para o homem interior. Tão logo o nosso interior é liberado, muitos pecadores serão abençoados e muitos cristãos receberão graça.

terça-feira, 29 de julho de 2014

NÃO SOMENTE DIANTE DOS FILHOS

     Todos os pais não somente devem reconhecer sua responsabilidade e santificar-se por causa dos filhos, como também devem aprender a andar constantemente com Deus. É verdade que devemos nos santificar em favor dos nossos filhos, mas não devemos fazê-lo somente na presença deles. O Senhor Jesus era santo mesmo antes de se santificar por causa dos Seus discípulos. Do mesmo modo, os pais devem a todo o tempo andar com Deus. Não importa quão zelosos aparentemos ser, os nossos filhos facilmente verão se somos cuidadosos somente diante deles ou também diante de pessoas e em outras ocasiões. Por essa razão, não devemos apenas nos santificar diante dos filhos e somente por causa deles, mas cultivar um viver na presença de Deus, em constante comunhão com Ele. Na Bíblia, dentre outros, temos o exemplo positivo de Enoque. Em Gênesis 5:21-22 lemos:
     "Enoque viveu sessenta e cinco anos, e gerou a Metusalém. Andou Enoque com Deus; e, depois que gerou a Metusalém, viveu trezentos anos; e teve filhos e filhas".
     Nada sabemos de Enoque antes dos seus sessenta e cinco anos, mas depois que gerou a Metusalém sabemos que andou com Deus, e Deus o tomou para Si.
     Esse registro do Antigo Testamento é bastante especial. Quando o peso de ter uma família chegou a Enoque, ele provavelmente percebeu que por si mesmo não poderia ser um pai adequado. Deve ter sentido que a 

domingo, 27 de julho de 2014

LER A BÍBLIA

LER A BÍBLIA


     Um cristão precisa invocar o nome do Senhor, crer e também ler a Bíblia. Assim como respirar, beber e comer são itens essenciais para a vida física, invocar o nome do Senhor, orar e ler a Bíblia são coisas vitais na vida espiritual, e devem ser praticadas diariamente pelos filhos de Deus.

I. A origem da Bíblia

     1. "Toda a Escritura é inspirada por Deus" (2 Timóteo 3:16).
     A palavra inspirada nesse versículo significa soprada. A origem da Bíblia é Deus. Foi Deus quem soprou Sua palavras de revelação por meio de Seu Espírito para dentro e de dentro dos autores das Escrituras. O que foi soprado não foram somente palavras, mas também o Espírito.
     
     2. "Homens falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo" (2 Pedro 1:21).
     A Bíblia é o sopro de Deus. Por meio de Seu Espírito, Deus soprou Sua palavra para dentro e de dentro dos homens que a falaram conduzidos pelo Espírito Santo. Portanto, a Bíblia é proveniente de Deus e foi escrita por alguns santos do Antigo Testamento, como os profetas, os líderes e os reis entre os israelitas, e também por vários santos do Novo Testamento: os apóstolos e outros, como Marcos e Lucas.
     

II. O conteúdo da Bíblia

     O conteúdo da Bíblia é tanto extensivo como inclusivo; os dois aspectos principais desse conteúdo são verdade e vida. A verdade traz-nos a revelação e o conhecimento de todas as realidades do universo, tais como a realidade de Deus, a realidade do homem, a realidade de todas as coisas da era presente, da vindoura e da eternidade, especialmente a realidade do Cristo designado por Deus e da igreja gerada por Ele. Vida é Deus vindo em Cristo como o Espírito para ser nossa vida, fazendo com que sejamos regenerados e passemos a viver pela vida normal da igreja, que é um ambiente propício para a  vida divina crescer em nós, transformado-nos e conformando-nos à imagem de Cristo, a fim de tornar-nos Sua expressão e introduzir Seu reino na terra.

     1. "A tua palavra é a verdade" (João 17:17).
     Aqui o Senhor Jesus indica que a palavra do Deus Pai na Bíblia é a verdade; ela nos revela a realidade do próprio Deus e de Seu plano, para que creiamos e O recebamos.
     
     2. "Dizei ao povo todas as palavras desta Vida" (Atos 5:20).
     Esse versículo mostra-nos o que o anjo falou a Pedro, ordenando-lhe que pregasse as palavras de vida, que são as palavras da Bíblia pregadas pelos apóstolos. Visto que as palavras contêm vida, elas podem suprir vida, e essa vida é o próprio Deus. Isso prova que o conteúdo principal da Bíblia não é somente a verdade, como também a vida eterna.

III. A função da Biblia


     1."As Escrituras [...] testificam de mim" (João 5:39).
     A primeira função da Bíblia é testificar de Cristo. Cristo é o tema e o conteúdo da Bíblia, e a Bíblia é a explicação e a expressão de Cristo. Cristo é a Palavra viva de Deus, e a Bíblia é Sua palavra escrita. Cristo, a Palavra viva, é a realidade. Sem Ele, as palavras escritas da Bíblia não passam de doutrinas vazias e letras vãs. Todavia, sem a palavra escrita da Bíblia como Sua expressão, Cristo, a Palavra viva, seria abstrato e intocável. Portanto, para conhecer Cristo devemos ler a Bíblia.
     
     2. "As sagradas letras [...] podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus" (2 Timóteo 3:15).
     Por um lado, a Bíblia testifica de Cristo; por outro, torna-nos sábios para a salvação pela fé em Cristo Jesus, revelando-nos o método da salvação do homem pela fé, para que saibamos como ser salvos.

     3. "Fostes regenerados não de semente corruptível, mas de incorruptível, mediante a palavra de Deus, a qual vive e é permanente" (1 Pedro 1:23).
     A palavra viva de Deus, na Bíblia, é a semente da vida que nos capacita a obter a vida divina para ser regenerados.

     4. "Desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que, por ele, vos seja dado crescimento para salvação" (1 Pedro 2:2).
     O "leite espiritual" refere-se à Palavra de Deus que se torna o leite que alimenta. Para as crianças espirituais, recém-regeneradas, a Bíblia é o leite nutritivo que as faz crescer.

     5. "Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus" (Mateus 4:4).
     Pelo contrário, as palavras que saem da boca de Deus se referem às palavras de Deus na Bíblia. Tais palavras não são apenas nosso leite espiritual, mas também nosso alimento espiritual, que nos nutr a fim de fazer-nos crescer na vida divina e amadurecer.

     6. "Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para os meus caminhos" (Salmos 119:105).
     A palavra de Deus na Bíblia não somente ilumina nosso coração e espírito, interiormente, para nos dar sabedoria e revelação, como também ilumina nossos passos e caminhos, exteriormente, para que não nos percamos.

     7. "Toda a Escritura é [...] útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra" (2 Timóteo 3:16-17).
     As palavras da Bíblia têm funções variadas: ensinar, repreender, corrigir e educar as pessoas na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e completamente habilitado para toda boa obra. Além dessas, há muitas outras funções da Bíblia não enumeradas aqui.

V. Como ler a Bíblia


     "Tomai também [...] a palavra de Deus; com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito" (Efésios 6:17-18).
     Aqui é-nos dito que recebemos a palavra de Deus orando no espírito. Isso revela que também precisamos usar o espírito quando lemos e recebemos a Palavra de Deus. Isso se faz, sem dúvida, pela oração. Portanto, ao ler a Bíblia, devemos usar o espírito, mediante a oração, a fim de receber as realidades das Escrituras para a parte mais interior de nosso ser, o nosso espírito. Se usarmos apenas a mente para compreender, receberemos apenas mais acúmulo de conhecimento bíblico, de boas doutrinas que não são  suficientes para nos transformar interiormente e mudar nossa conduta no viver diário.
     

VI. Praticar a Palavra


     "Não tenho maior alegria do que esta, a de ouvir que meus filhos andam na verdade" ( 3 João 4).
     O termo andar na verdade significa praticar a Palavra. Muitos filhos de Deus leem a Bíblia, mas nem todos a praticam. O apóstolo João, em idade avançada, manifestou sua alegria ao ver que os que foram espiritualmente cuidados por ele, praticavam a Palavra. Dessa forma, tornaram-se cooperadores do apóstolo na propagação dessa palavra a outras pessoas, suprindo-lhes a vida divina e, assim, contribuindo para apressar a volta do Senhor.

     "Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha" (Mateus 7:24-25).

ORAR

Orar


     A oração é essencial para a vida espiritual do cristão. Por meio da oração cooperamos com Deus para o cumprimento de Sua vontade. Oferecemos a Ele um caminho para realizar Sua obra. Algumas pessoas pensam que orar se resume em pedir coisas a Deus para suprir suas próprias necessidades ou para resolver seus problemas. Ele, sem dúvida, cuida dos Seus e supre suas necessidades de maneira detalhada e abundante, mas isso não é muito comum entre os filhos de Deus. Esse tipo de pensamento é muito comum entre os filhos de Deus. Por isso esta lição é de extrema importância para nós.

I. O significado da oração


     O verdadeiro significado da oração é contatar Deus no espírito. Ela é o meio pelo qual o homem, por meio de seu espírito, contata o Espírito de Deus, inalando o próprio Deus para dentro de si. Dessa forma, estabelecemos uma união orgânica com Deus e podemos cooperar com Ele na execução de Sua obra na terra.
     

II. O órgão da oração


     Cada órgão do corpo humano tem uma função. Precisamos dos olhos para ver, ouvidos para ouvir e, do mesmo modo, necessitamos do espírito para orar.
     1. "Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade" (João 4:24).
     2. "Orando em todo tempo no espírito" (Efésios 6:18).
     Os versículos acima dizem-nos que Deus é Espírito e para adorá-Lo e orar a Ele devemos usar o nosso espírito. Orar no espírito é usar a parte mais interior de nosso ser para contatar Deus. Assim, devemos orar não somente de acordo com nossos pensamentos, mas segundo o sentimento interior do espírito. O órgão da oração não é a mente, mas o espírito.

III. Os meios da oração


     1. "Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus" (Hebreus 10:19).
     Entrar no Santo dos Santos é achegar-se a Deus a fim de contatá-Lo e orar a Ele. Isso se dá mediante o sangue redentor derramado pelo Senhor Jesus na cruz, o qual lava todos os pecados que impedem nossa comunhão com Deus.

     2. "A fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda" (João 15:16b).
     Esse versículo diz que devemos orar ao Pai no nome do Senhor Jesus. Orar em nome do Senhor Jesus é estar no próprio Senhor. Quando oramos, precisamos orar não somente tomando como base o sangue do Senhor, mas também por meio de Seu nome, ou seja, pelo próprio Senhor.
     Não podemos chegar diante de Deus para orar dependendo de nossa conduta. Ainda que nossa conduta seja boa, é como trapo de imundícia aos olhos de Deus (Isaías 64:6). Tampouco podemos  depender de nós mesmos, porque também somos imundos e inaceitáveis a Deus. Portanto, quando nos achegamos a Deus para orar, devemos depender do sangue do Senhor para lavar nossa conduta de toda a imundícia. Devemos depender também do próprio Senhor para substituir nosso ser imundo, como se o próprio Senhor viesse orar a Deus. Somente tais orações são aceitáveis a Deus.

IV. Orar de acordo com o espírito

     
     A oração não é de acordo com o que pensamos, mas segundo o que sentimos no espírito. Oramos tudo quanto sentimos no espírito. Ao orar, não falamos algo preparado de antemão, antes, expressemos o que sentimos no espírito naquele momento. Confessemos os pecados ao Senhor se sentirmos que devemos confessar, e louvemos ao Senhor se sentirmos em nosso espírito que devemos louvar. Façamos o que o sentimento do espírito levar-nos a fazer.

V. Orar sem impedimento


     "Aproximemo-nos [...] em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência" (Hebreus 10:22).

     Orar sem impedimento requer boa consciência, isto é, não sermos condenados por ela. Uma vez que haja ofensa ou condenação na consciência, as nossas orações serão imediatamente impedidas, até mesmo interrompidas.
     Visto que pecamos, precisamos ser purificados de má consciência pelo sangue de Jesus a fim de aproximar-nos de Deus e orar a Ele. Assim, toda vez que orarmos, devemos pedir o Sangue purificador, de modo que nossa consciência fique sem ofensa. Desse modo, ousadamente nos achegamos a Deus para orar no espírito.

VI. Com que devemos lidar na oração


     A oração é também útil para confissão dos pecados. Quando oramos, aproximado-nos de Deus com sincero coração e espírito aberto, Ele, que é luz, brilhará em nosso interior para expor nosso verdadeiro ser e condição. Nesse momento, devemos confessar nossos pecados. Depois de confessar o primeiro pecado, podemos ver outro e mais outro ainda. Devemos confessá-los todos de acordo com o sentimento do espírito. Se ignorarmos o sentimento de condenação, a nossa oração certamente não tocará Deus. Ser-no-á difícil orar, porque a barreira do pecado ainda estará entre nós e Deus. Portanto, devemos confessar nossos pecados e lidar com cada um deles, um por um. Depois, oraremos de acordo com o sentimento do espírito. Então, certamente tocaremos Deus e O assimilaremos.

VII. Os benefícios da oração


     1."Vigiai e orai, para que não entreis em tentação" (Mateus 26:41).
     A oração não somente nos capacita a absorver Deus, mas, além disso, orar com vigilância guarda-nos de cair em tentação, protege-nos de sermos tentados e seduzidos pelo diabo a nos desviar do Senhor.
    
     2. "Acheguemo-nos [...] junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna" (Hebreus 4:16).
     O maior benefício de orar a Deus e contatá-Lo é receber misericórdia e achar graça para socorro em ocasião oportuna, a fim de satisfazer todas as nossas necessidades.
     
     3. "Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus" (Filipenses 4:6-7).
     Outro benefício que recebemos quando oramos ao Senhor é a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardando nosso coração e mente de todas as ansiedades. Que bênção é ter uma vida livre de ansiedades!
     Na verdade, os benefícios que ganhamos na oração não podem ser plenamente descritos. Que nós, os que pertencemos ao Senhor, nunca negligenciemos a oração, mas oremos em todo o tempo (Efésios 6:18), até mesmo sem cessar (1 Tessalonicenses 5:17). Então, certamente, desfrutaremos e seremos abundantemente abençoados por Ele.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

ESTUDO VIDA DE APOCALIPSE - MENSAGEM 1

PREFÁCIO


     Pela misericórdia do Senhor, neste Estudo-Vida cheguemos ao ultimo livro da Bíblia, o livro de Apocalipse. Devido ao sutil inimigo de Deus, o livro de Apocalipse tem ficado fechado e poucos cristãos o compreendem. Dificilmente  alguém vê algo de vida, da economia de Deus e do testemunho de Jesus nesse livro. Assim, tivemos encargo da pate do Senhor de termos um Estudo-Vida desse livro.
     Apocalipse é um livro de profecia (1:3; 22:7), pois a revelação que ele contém está em caráter de profecia. A maioria das visões referem-se a coisas por vir. Mesmo as sete epístolas às sete igrejas nos capítulos dois e três, no sentido de sinais, são profecias a respeito da igreja na terra até a volta do Senhor. Embora, esse seja um livro de profecia, não o é meramente em palavras, mas em visões reveladas àquele que vê. Aos olhos de Deus, todas as coisas profetizadas nesse livro já aconteceram e todas foram mostradas àquele que vê, visão após visão.
     No livro de Apocalipse, a maioria dos verbos e predicados não estão no tempo futuro, mas no passado, indicando que os eventos relatados nesse livro já ocorreram. Rigorosamente falando, Apocalipse não é apenas uma profecia, mas também uma revelação das coisas que já aconteceram. Enquanto elas, aos nossos olhos, podem não parecer ter ocorrido, aos olhos de Deus já ocorreram. Aos olhos de Deus, tudo o que é relatado nesse livro ocorreu há aproximadamente dois mil anos. Todos nós precisamos crer nisso. Os cristãos, na sua maioria, consideram Apocalipse um livro de predições e têm curiosidade em compreendê-las. Muitos deles leem esse livro apenas por causa de sua curiosidade, mas precisamos dizer ao Senhor: "Ó Senhor, salva-nos disto. Não queremos conhecer este livro por curiosidade". Digo categoricamente, uma vez mais, que Apocalipse não é meramente um livro de profecia, mas um relato de coisas que já ocorreram.
     Em Apocalipse, duas coisas principais já aconteceram. A primeira é que o testemunho de Jesus foi cumprido pela eternidade. Você não viu a Nova Jerusalém? O apóstolo João a viu há quase dois mil anos.Você crê que está na Nova Jerusalém? Se parecemos loucos por dizer isso, somos loucos segundo a Bíblia. A Nova Jerusalém, a consumação final e máxima da obra de Deus através dos séculos, foi completamente edificada e nós estamos nela! De acordo com os dois últimos capítulos de Apocalipse, a edificação da Nova Jerusalém foi cumprida. Esse primeiro item é do lado positivo.
     Do lado negativo, a segunda coisa principal também já aconteceu: Satanás, o inimigo de Deus, foi tratado. Aos olhos de Deus e até mesmo aos olhos de nosso irmão João, Satanás foi lançado para dentro do lago de fogo (20:10). Satanás, a serpente, está no lago de fogo e nós estamos na Nova Jerusalém. Você viu isso? Se vimos que Satanás está no lago de fogo, não suplicaremos a Deus para tratar com ele. Pelo contrário, louvá-Lo-emos porque o inimigo já foi tratado. Sempre que Satanás nos perturbar, devemos dizer-lhe: "Satanás, você está no lugar errado. Você não devia estar aqui. Você pertence ao lago de fogo. Volte para lá e não venha mais para cá". Você alguma vez já fez isso? Todos devemos fazê-lo.
     A Bíblia é sempre consistente, inclusive quanto à questão de Satanás, o inimigo de Deus. Em Gênesis 3, Satanás veio até a humanidade de uma maneira muito sutil, na forma de uma serpente. Em Apocalipse, Satanás é deliberadamente chamado "a velha serpente" (12:9; 20:2). No livro de Gênesis, a serpente não era tão velha, mas no livro de Apocalipse ela envelheceu; no mínimo está com seis mil anos. Com uma intenção definida, o livro de Apocalipse propositadamente chama-a de "a velha serpente". Na época do livro de Apocalipse, entretanto, Satanás não é apenas "a velha serpente", mas também tornou-se um dragão (12:9; 20:2). De acordo com Apocalipse, esse dragão primeiramente é expulso do céu para a terra (12:7-9). Então, após três anos e meio, ele é amarrado e lançado dentro do abismo (20:1-3). Em Apocalipse 20, vemos que, por ser ainda de alguma forma útil nas mãos de Deus, o Senhor libertará Satanás do abismo no fim dos mil anos (20:7). Após sua libertação, Satanás tentará ao máximo prejudicar a humanidade: "E sairá a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, para as ajuntar em batalha" (20:8 - VRC). Mas, logo em seguida, conforme 20:10, o diabo será lançado dentro do lago de fogo, que é o seu destino e destinação. O livro de Apocalipse tem ficado fechado porque expõe Satanás, desvendando a sua sorte e destinação. Mas agora, no fim dos tempos, cremos que o Senhor abrirá esse livro e nosso coração, espírito e olhos para podermos ver claramente que o inimigo de Deus etá agora no lago de fogo. Aleluia! Satanás, a velha serpente, está no lago de fogo e nós estamos na Nova Jerusalém!
     A Nova Jerusalém é o testemunho de Jesus. A igreja de hoje também é o testemunho de Jesu. Hoje, nós, nas igrejas, somos o testemunho de Jesus. Todos precisamos ver isso ao máximo, esquecendo de nós mesmos, de nossas fraquezas, de nossos pecados habituais e até mesmo do fato de estarmos na terra. Quando alguém lhe pergunte onde está, você deve responder: "Estou na Nova Jerusalém". Na Nova Jerusalém não há insetos, rãs, escorpiões ou serpentes. Além do mais, nessa cidade não há pecado, morte ou mundo. Não há nada, exceto Cristo e o povo redimido e transformado de Deus. Se vimos isso, louvaremos o Senhor e gritaremos: "Aleluia!" Apocalipse 1:1 diz: "Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que em breve devem acontecer, e que ele, enviado por intermédio do seu anjo, notificou ao seu servo João." A revelação deste livro é composta principalmente de sinais, isto é, símbolos com significado espiritual, tais como os sete candelabros simbolizando as igrejas e as sete estrelas simbolizando os mensageiros [anjos] das igrejas (1:20). Até mesmo a Nova Jerusalém é um sinal, representando a consumação final e máxima de símbolos, através doa quais a revelação torna-se-nos conhecida. O Evangelho de João é um livro de sinais significando como Cristo veio para ser nossa  vida a fim de produzir a igreja, a Sua noiva. O Apocalipse de João também é um livro de sinais mostrando como Cristo está agora cuidando da igreja, e como Ele está vindo para julgar e possuir a terra, e introduzir a igreja, Sua Noiva, na economia de Deus.

1. UM LIVRO DE CONCLUSÃO

     Apocalipse é m livro de conclusão. Se o livro de Apocalipse fosse eliminado da Bíblia, haveria uma grande lacuna, pois haveria um começo, mas nenhum fim. Embora haja o começo no livro de Gênesis, sem o livro de Apocalipse não há conclusão ou consumação. Após ter um bom início e passar por tantos trabalhos, há a necessidade de Deus ter uma consumação. Sem o Apocalipse não há conclusão da economia de Deus. Deus é grande, Ele é um Deus de propósito. Para o cumprimento do Seu propósito, a Sua economia precisa ser cumprida. Muitos estudiosos da Bíblia têm negligenciado a questão da economia de Deus. Se não tivéssemos Apocalipse, não poderíamos ver a consumação da economia de Deus. De fato, acharíamos até mesmo difícil perceber o que é a economia de Deus, pois não veríamos o resultado, o desfecho da Sua economia. Mas, nesse livro, a revelação da economia de Deus dica muito clara porque ele contém a sua conclusão.
     Sem Apocalipse também não teríamos qualquer conclusão para a redenção de Cristo. Cristo veio em carne e morreu na cruz para realizar a redenção. Contudo, que  redenção realiza? Dizer que a redenção de Cristo apenas salva os pecadores e leva-os para o céu é uma conclusão muito pobre. Esse tipo de conclusão não é tão significativa. Em Apocalipse, entretanto, vemos que Cristo nos redimiu, comprando-nos com o Seu sangue, para fazer de nós um reino e sacerdotes. Assim, esse livro desvenda a conclusão da redenção de Cristo.
     Apocalipse 1:6 diz que Cristo "nos constituiu reino, sacerdotes para o Seu Deus e Pai". Os crentes redimidos pelo sangue de Cristo não somente nasceram de Deus para o Seu reino (Jo 3:5), mas também foram feitos reino, que é a igreja (Mt 16:18-19), para a economia de Deus. João, o escritor desse livro, estava nesse reino (1:9) e todos os crentes redimidos e renascidos são parte desse reino (Rm 14:17).
     Um dos principais aspectos desse livro é que Deus está restaurando o Seu direito sobre a terra, para fazer dela o Seu reino (11:15). Quando Cristo veio, Ele introduziu o reino de Deus Consigo (Lc 17:21; Mt 12:28). Esse reino foi estendido para a igreja (Mt 16:18-19), a qual introduzirá a consumação do reino de Deus em toda a terra. Por um lado, o reino de Deus hoje está na igreja, mas por outro, está vindo por meio dos crentes vencedores (12:10). Então Cristo e os crentes vencedores reinarão sobre todas as nações no reino milenar (2:26-27; 12:5; 20:4, 6).
     A redenção por meio do sangue de Cristo não apenas os fez reino para Deus, mas também sacerdotes para Ele (1 Pe 2:5). O reino é para o domínio de Deus, ao passo que os sacerdotes, sendo aqueles que expressam a Sua imagem, são para a Sua expressão. Esse é o sacerdócio régio, real (1 Pe 2:9), para o cumprimento do propósito original de Deus em criar o homem (Gn 1:26-28). Esse sacerdócio real está sendo exercido hoje na vida da igreja (5:10). Ele será praticado intensivamente no reino milenar (20:6), e se consumará, de maneira final e máxima, na Nova Jerusalém (22:3, 5).
     O livro de Apocalipse também apresenta uma consumação maravilhosa da igreja. Nesse livro vemos a economia de Deus, a redenção de Cristo e o testemunho da igreja. Sem Apocalipse, poderíamos ler as epístolas repetidas vezes sem perceber que a igreja é o testemunho de Cristo. EM qual das epístolas vemos as igrejas resplandecendo como candelabros na noite escura? Somente no livro de Apocalipse podemos ver isso. Em Apocalipse, as igrejas primeiramente são os candelabros resplandecendo. Por fim, na eternidade, a igreja será a Nova Jerusalém, uma montanha de ouro. Essa é a maravilhosa consumação da igreja. A situação atual é uma mentira e não devemos crer nela. Não diga meramente; "Quão maligna é a Igreja Católica e quão miseráveis são as igrejas protestantes". Precisamos olhar para o outro lado, o lado eterno, onde vemos a Nova Jerusalém. Mesmo hoje, durante a noite escura, temos os candelabros resplandecendo. 
     Junto com a economia de Deus. a redenção de Cristo e o testemunho da igreja, Apocalipse também desvenda o destino do inimigo. Se não tivéssemos o livro de Apocalipse, não saberíamos qual é o destino de Satanás e ninguém seria capaz de compreender por que Deus tem tolerado e ainda está tolerando o Satanás sutil, maligno e sujo. Entretanto, se penetrarmos neste livro e virmos a conclusão do relato sobre Satanás, ficaremos felizes e riremos da serpente. Portanto, em Apocalipse temos a conclusão de quatro itens principais: a economia de Deus, a redenção de Cristo, o testemunho da igreja e o destino de Satanás.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

SER USADO PELO SENHOR E O TRANSBORDAR DE VIDA

TRABALHAR PARA O SENHOR SEGUNDO O TRANSBORDAR DE VIDA


     Muitos filhos  de Deus muitas vezes pensam que trabalhar para o Senhor é ser usado por Ele. É verdade que ser usado pelo Senhor é trabalhar para Ele, mas que significa trabalhar para Ele? Hoje, graças a misericórdia do Senhor, temos claramente visto que trabalhar para o Senhor não tem a ver com quantas coisas realizamos para Ele, mas com o quanto da vida o Senhor transborda de nós e é infundida a outros por meio de nós. O irmão Watchman Nee muitas vezes disse: "A obra autêntica é o transbordar de vida". Sem dúvida, nossa obra contém um elemento de realizar certas coisas. No entanto, não trabalhamos por causa do realizar coisas. Pelo contrário, trabalhamos para deixar a vida do Senhor transbordar, infundindo e ministrando a vida do Senhor aos outros, ou seja, infundindo o próprio Senhor aos outros.
     Usemos a pregação do evangelho como exemplo. Nosso trabalho para o Senhor nesse sentido é, por um lado, conduzir as pessoas à salvação e, por outro, ministrar a vida do Senhor aos pecadores. Com relação ao aperfeiçoamento dos cristãos, por um lado, precisamos alimentá-los, mas, por outro, nossa verdadeira intenção é dispensar cada vez mais a vida do Senhor a eles. Em nossa comunhão com os irmãos ou em nossas saídas para visitar os santos, estamos, ao que parece, ajudando e aperfeiçoando pessoas. Na verdade, se a comunhão e as visitas estão à altura, deve haver o transbordar da vida do Senhor e a dispensação dessa vida aos irmãos. Mesmo se falamos palavra de consolo e encorajamento, deve haver o transbordar da vida do Senhor para os irmãos. João 7:38 mostra que a intenção do Senhor é que nós, que temos a vida do Senhor, deixemos fluir do nosso interior rios de água viva para ministrar às necessidades de muitos.
     A razão por que a Igreja Católica e as igrejas protestantes tornaram-se uma grande árvore (Mt 13:32) é que elas têm muitas realizações e iniciativas, mas falta-lhes a vida no interior. Na Igreja Católica há muitas obras e projetos, mas dificilmente há algo do elemento de vida. O mesmo acontece com muitas denominações, escolas e hospitais. No entanto, em todas essas obras de grande escala, é difícil para as pessoas receber algo do elemento de vida. Muitas vezes, o mesmo acontece até entre nós. Frequentemente, nossas atividades, serviços e obras não têm muito a ver com o elemento de vida.

sábado, 19 de julho de 2014

Gênesis 3

GÊNESIS 3

A queda do homem
1. Mas a serpente, mais sagaz que todos os animais selváticos que o SENHOR  Deus tinha feito, disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?
2. Respondeu-lhe a mulher: Do fruto das árvores do jardim podemos comer,
3. mas do fruto da árvore que está no meio jardim, disse Deus: Dele não comereis, nem tocareis nele, para que não morrais.
4. Então, a serpente disse à mulher: É certo que não morrereis.
5. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal.
6. Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu.
7. Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si.
8. Quando ouviram a voz do SENHOR Deus, que andava no jardim pela viração do dia, esconderam-se da presença do SENHOR Deus, o homem e sua mulher, por entre as árvores do jardim.
9. E chamou o SENHOR Deus ao homem e lhe perguntou: Onde estás?
10. Ele respondeu: Ouvi a tua voz no jardim, e, porque estava nu, tive medo, e me escondi.
11. Perguntou-lhe Deus: Quem te fez saber que estavas nu? Comeste da árvore de que te ordenei que ão comesses?
12. Então, disse o homem: A mulher que me deste por esposa, ela me deu da árvore, e eu comi.
13. Disse o SENHOR Deus à mulher: Que é isso que fizeste? Respondeu a mulher: A serpente me enganou, e eu comi.
14. Então, o SENHOR Deus disse à serpente: Visto que isso fizeste, maldita és entre todos os animais domésticos e o és entre todos os animais selváticos; rastejarás sobre o teu ventre e comerás pó todos os dias da tua vida.
15. Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este de ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.
16. E à mulher disse: Multiplicarei sobremaneira os sofrimentos da tua gravidez; em meio de dores darás à luz filhos; o teu desejo será para o teu marido, e ele te governará.
17. E a Adão disse: Visto que atendeste a voz de tua mulher e comeste da árvore que eu te ordenara não comesses, maldita é a terra por tua causa; em fadigas obterás dela o sustento durante os dias de tua vida.
18. Ela produzirá também cardos e abrolhos, e tu comerás a erva do campo.
19. No suor do rosto comerás o teu pão, até que torneis à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás.
20. E deu o homem o nome de Eva a sua mulher, por ser a mãe de todos os seres humanos.
21. Fez o SENHOR Deus vestimenta de peles para Adão e sua mulher e os vestiu.
22. Então, disse o SENHOR Deus: Eis que o homem se tornou como um de nós, conhecedor do bem e do mal; assim, que não estenda a mão, e tome também da árvore da vida, e coma, e viva eternamente.
23. O SENHOR Deus, por isso, o lançou fora do jardim do Éden, a fim de lavrar a terra de que fora tomado.
24. E, expulso o homem, colocou querubins ao oriente do jardim do Éden e o refulgir de uma espada que se revolvia, para guardar o caminho da árvore da vida.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Leitura Bíblica - Gênesis 2

GÊNESIS 2


1. Assim, pois, foram acabados os céus e a terra e todo o seu exército.
2. E, havendo Deus terminado no dia sétimo a sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a sua obra que tinha feito.
3. E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera.

A formação do homem
4. Esta é a gênese dos céus e da terra quando foram criados, quando o SENHOR Deus os criou.
5. Não havia ainda nenhuma planta do campo na terra, pois ainda nenhuma erva do campo havia brotado; porque o SENHOR Deus não fizera chover sobre a terra, e também não havia homem para lavrar o solo.
6. Mas uma neblina subia da terra e regava toda superfície do solo.
7. Então, formou o SENHOR Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente.
8. E plantou o SENHOR Deus um jardim no Éden, na direção do Oriente, e pôs nele o homem que havia formado.
9. Do solo fez o SENHOR Deus brotar toda sorte de árvores agradáveis à vista e boas para alimento; e também a árvore da vida no meio do jardim e a árvore do conhecimento do bem e do mal.
10. E saía um rio do Éden para regar o jardim e dali se dividia, repartido-se em quatro braços.
11. O primeiro chamava-se Pisom; é o que rodeia a terra de Havilá, onde há ouro.
12. O ouro dessa terra é bom; também se encontram lá o bdélio e a pedra de ônix.
13. O segundo rio chama-se Giom; é o que circunda a terra de Cuxe.
14. O nome do terceiro rio é o Tigre; é o que corre pelo oriente da Assíria. E o quarto é o Eufrates.
15. Tomou, pois, o SENHOR Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar.
16. E o SENHOR Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, 
17. mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.

A formação da mulher
18. Disse mais o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora idônea.
19. Havendo, pois, o SENHOR Deus formado da terra os animais do campo e todas as aves dos céus, trouxe-os ao homem, para ver como este lhes chamaria; e o nome que o homem desse a todos os seres viventes, esse seria o nome deles.
20. Deu nome o homem a todos os animais domésticos, às aves dos céus e a todos os animais selváticos; para o homem, todavia, não se achava uma auxiliadora que lhe fosse idônea.
21. Então, o SENHOR Deus fez cair pesado sono sobre o homem, e este adormeceu; tomou uma das suas costelas e fechou o lugar com carne.
22. E a costela que o SENHOR Deus tomara ao homem, transformou-a numa mulher e lha trouxe.
23. E disse o homem: Esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne; chamar-se-á varoa, porquanto do varão foi tomada.
24. Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.
25. Ora, um e outro, o homem e sua mulher, estavam nus e não se envergonhavam.

Leitura Bíblica - Gênesis 1

GÊNESIS 1

A criação dos céus e da terra e de tudo que neles há

1. No princípio, criou Deus os céus e a terra.
2. A terra, porém, estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus pairava por sobre as águas.
3. Disse Deus: Haja luz; e houve luz.
4. E viu Deus que a luz era bos; e fez separação entre a luz e as trevas.
5. Chamou Deus à luz Dia e às trevas, Noite. Houve tarde e manhã, o primeiro dia.
6. E disse Deus: Haja firmamento no meio das águas e separação entre águas e águas.
7. Fez, pois, Deus o firmamento e separação entre as águas debaixo do firmamento e as águas sobre o firmamento. E assim se fez.
8. E achou Deus ao firmamento Céus. Houve tarde e manhã, o segundo dia.
9. Disse também Deus: Ajuntem-se as águas debaixo dos céus num só lugar, e apareça a porção seca. E assim se fez.
10. À porção seca chamou Deus terra e ao ajuntamento das águas, Mares. E viu Deus que isso era bom.
11. E disse: Produza a terra relva,, ervas que deem semente e árvores frutíferas que deem fruto segundo a sua espécie, cuja semente esteja nele, sobre a terra. E assim se fez.
12. A terra, pois, produziu relva, ervas que davam semente segundo a sua espécie e árvores que davam fruto, cuja semente estava nele, conforme a sua espécie. E viu Deus que isso era bom.
13. Houve tarde e manhã, o terceiro dia.
14. Disse também Deus: Havia luzeiros no firmamento dos céus, para fazerem separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais, para estações, para dias e anos.
15. E sejam para luzeiros no firmamento dos céus, para alumiar a terra. E assim se fez.
16. Fez Deus os dois grandes luzeiros: o maior para governar o dia, e o menor para governar a noite; e fez também as estrelas.
17. E os colocou no firmamento dos céus para alumiarem a terra,
18. para governarem o dia e a noite e fazerem separação entre à luz e as trevas. E viu Deus que isso era bom.
19. Houve tarde e manhã, o quarto dia.
20. Disse também Deus: Povoem-se as águas de enxames de seres viventes; e vem as aves sobre a terra, sob o firmamento dos céus.
21. Criou, pois, Deus os grandes animais marinhos e todos os seres viventes que rastejam, os quais povoavam as águas, segundo as suas espécies; e todas as aves, segundo as suas espécies. E viu Deus que isso era bom.
22. E Deus os abençoou, dizendo: Sede fecundos, multiplicai-vos e enchei as águas dos mares; e, na terra, se multipliquem as aves.
23. Houve tarde e manhã, o quinto dia.
24. Disse também Deus: Produza a terra seres viventes, conforme a sua espécie; animais domésticos, répteis e animais selváticos, segundo a sua espécie. E assim se fez.
25. E fez Deus os animais selváticos, segundo a sua espécie, e os animais domésticos conforme a sua espécie, e todos os répteis da terra, conforme a sua espécie. E viu Deus que isso era bom.
26. Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra.
27. Criou Deus, pois o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.
28. E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra.
29. E disse Deus ainda: Eis que vos tenha dado todas as aves que dão semente e se acham na superfície de toda a terra e todas as árvores em que há fruto que dê semente; isso vos será para mantimento.
30. E todos os animais da terra, e a todas as aves dos céus, e a todos os répteis da terra, em que há fôlego de vida, toda erva verde lhes será para mantimento. E assim se fez.
31. Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. Houve tarde e manhã, o sexto dia.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Cristo, Como A Corporificação Do Pai, Tornou-se O Espírito Que Habita Interiormente Por Meio Da Morte E Ressurreição

CRISTO, COMO A CORPORIFICAÇÃO DO PAI, TORNOU-SE O ESPÍRITO INTERIORMENTE POR MEIO DA MORTE E RESSURREIÇÃO

Leitura Bíblica:
Jo 14:8-11, 16-20, 23; 15:4-5; 16:13-15; 7:37-39; 20:22

VIDA E ESPÍRITO

     A vida é maravilhosa porque é misteriosa. Até mesmo nossa vida humana é um mistério. Quanto mais a vida divina! A vida mencionada repetidamente no Evangelho de João, muito mais do que nos outros Evangelhos. A vida da qual João fala é a vida eterna, incriada, que é o próprio Deus. Certamente uma vida como essa é um mistério! Por fim João nos relata que e:14 ele declara que essa vida é o próprio Espírito de Deus.
     João 1:1 afirma que o Verbo era Deus. A seguir em 1:14 ele declara que o Verbo se fez carne. Contudo em 4:24 lemos que Deus é Espírito. Na eternidade passada havia o Verbo; esse Verbo era Deus. Ele se fez carne, mas também é Espírito. Quem pode explicar isso? A carne e o espírito são invariavelmente postos em contraste em contra o outro. Ainda assim, aqui temos o Verbo, Deus, a carne e o Espírito, todos relacionados um com o outro. O Senhor, mais à frente, menciona o Espírito em João 14, quando diz: "E Eu rogarei ao Pai" para que envie "o Espírito da realidade" a fim de que habite com os discípulos e esteja neles (vs.16-17). A seguir, no próximo versículo Ele afirma: "Não vos deixarei órfãos, virei para vós", querendo dizer isso que a vinda do Espírito é a própria vinda do Senhor. Naquele dia Ele estaria neles (v.20), mostrando-lhes as mãos e o lado. A seguir "soprou neles, e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo". O Senhor não chegou ensinando ou dando ordens, mas soprando! Ele soprou o Espírito Santo neles. No grego, a palavra para espírito e para sopro é a mesma. Desse modo podemos também traduzir o que o Senhor falou por: "Receberei o sopro santo". Quando Ele soprou neles, o que receberam foi o Seu sopro. Eles receberam o Espírito Santo inspirando o sopro do Senhor.
   

Um Casamento na Luz

UM CASAMENTO NA LUZ

     "Pois, outrora, éreis trevas, porém, agora, sois luz no Senhor; andai como filhos da luz (porque o fruto da luz, consiste em toda bondade, e justiça e verdade), provando sempre o que é agradável ao Senhor. E não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas; antes, porém, reprovai-as. Porque o que eles fazem em oculto, o só referir é vergonha. Mas todas as cousas, quando reprovadas pela luz, se tornam manifestas, porque tudo que se manifesta é luz" (Efésios 5:8-13).

ANTES EM TREVAS

     A situação atual mostra que o mundo todo, incluindo os casais, não só está em trevas como também se tornou trevas. Apesar de muitos não saberem e não perceberem, existe um domínio espiritual prendendo as pessoas e as famílias nas trevas. A esse domínio espiritual a Bília chama de império das trevas (Colossenses 1:13), debaixo do qual estávamos nós antes de crermos em Cristo, de recebermos a Cristo. Naquele tempo estávamos em trevas e não sabíamos distinguir o certo do errado e não entendíamos a própria maneira de agir. Não tínhamos noção de onde viemos e nem para onde iríamos. Não conseguíamos ver o propósito de nossa vida, muito menos dos eventos que nos aconteciam. Por estarmos em trevas, facilmente perdíamos o rumo de nossa vida e não raramente caíamos nos "buracos" da vida. Porque estávamos sob o domínio das trevas, confiávamos naquilo e naqueles que não são confiáveis e não valorizávamos aqueles e aquilo que de fato tem valor. Como podíamos ser felizes estando em trevas? Como podíamos, como marido e mulher, direcionar nossa vida matrimonial, tomar decisões e nos entender quando ambos estávamos em trevas?

HOJE NA LUZ

     Graças a Deus que um dia Ele entrou em nossa casa e entrou em nosso coração. O Deus que de trevas disse "Haja Luz", Ele mesmo resplandeceu em nosso coração e trouxe-nos Sua luz da vida por meio do evangelho e assim nos transportou para Seu reino de luz. A partir daquele momento, a luz nasceu em nós. A luz que prevalece contra as trevas brilhou sobre nós e em nós. Então uma separação começou a ser feita em nossa vida. As trevas, que dominavam até  então, começaram a dar lugar à luz. Antes, víamos apenas os erros dos outros e principalmente os do cônjuge; hoje, oramos pelo cônjuge e usamos seus erros como espelho para ver nossos próprios e nos arrepender. Antes, nos orgulhávamos ao praticar as obras infrutíferas das trevas; hoje, as reprovamos.
     Apesar de termos nascido da luz, hoje precisamos seguir o Senhor, que é luz, para dar os frutos da luz, que são: bondade, justiça e verdade. Precisamos todos os dias nos achegar a Ele em oração para que Sua luz remova as trevas interiores que ainda estão em nós. Também precisamos buscar nos alimentar de Sua palavra que é lâmpada para nossos pés e luz para nossos caminhos (Salmos 119:105). Muitos casais conseguem ver uma saída para sua vida simplesmente por gastarem mais tempo em ler a Palavra de Deus e se submeterem ao que o Senhor lhes fala por meio dela. Esses casais perceberam que, quanto mais brigavam por suas razões, mais em trevas eles ficavam. Era como se o disjuntor elétrico-caísse, e a luz apagasse. Mas, quando conversavam e oravam, as trevas eram dissipadas. Se desejamos que a luz de Deus continue a brilhar em nossa casa, não podemos apagar nosso espírito (1 Tessalonicenses 5:19), que é a lâmpada do Senhor (Provérbios 20:27). Quando as coisas não estiverem bem em casa, não discuta, não enfrente, não apresente suas razões; entre em seu quarto e comece a chamar o nome de Jesus: "Senhor Jesus, ó Senhor Jesus!". Quando alguma coisa não estiver de acordo com o que você gosta ou deseja, não procure corrigir o cônjuge com "a luz apagada"; antes, volte-se ao Senhor e ore. Assim, com "a luz acesa", será mais fácil fazer com que o cônjuge veja onde estava errado (Mateus 7:4-5).
     Enquanto todas as casas do mundo estão em trevas, as casas do povo de Deus devem ter luz (Êxodo 10:22-23).

ORAÇÃO

     'Senhor Jesus, obrigado por teres me transportado das trevas para Tua maravilhosa luz! Aleluia, porque Tu podes mudar as trevas em luz! Obrigado, Senhor, porque Tua luz, que é viva, elimina as trevas e deixa tudo claro. Senhor, ajuda-me a manter meu espírito sempre aceso! Senhor, me ilumina! Faz de meu casamento um lugar cheio de luz. Senhor, na autoridade de Teu nome, remove todas as trevas de minha casa, mas primeiramente e principalmente de mim. Ó Senhor Jesus, preciso de Ti".

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Não Há Lugar Para Outros

NÃO HÁ LUGAR PARA OUTROS


     Certa vez perguntaram a um menino: 
     - Quantos deuses existem?
     Ele prontamente respondeu:
     - Só existe um Deus, o verdadeiro Deus.
     - Como você sabe que só existe um?
     - É porque não há lugar para outros. A Bíblia diz que Deus enche o céu, a terra e todas as coisas.
     Essa é a verdade simples e prática da revelação da Bíblia. Deus não somente é único, como Ele enche todas as coisas. Sendo assim, não seria Ele capaz de encher seu vazio interior, dando sentido à sua vida? Não seria capaz de encher sua mente, eliminando dela pensamentos negativos? Não seria capaz de encher seu coração, tirando toda amargura, frustração, insatisfação e temor?
     Sim, Ele pode. E quer. Experimente.

Um Vaso Para Conter Deus

UM VASO PARA CONTER DEUS

     A Bíblia revela que o homem foi criado como um vaso para conter Deus. Em Romanos 9:21, Paulo fala de vasos de honra e em 9:23, de vasos de misericórdia preparados para glória. Por isso, o fato de sermos vasos de honra, preparados para glória, significa que fomos designados para conter Deus como nossa honra e glória.
     Podemos usar uma luva como ilustração do homem como um vaso, um recipiente de Deus. Posto que o objetivo de uma luva é conter a mão, a luva é feita à semelhança da mão. A mão tem um polegar e quatro dedos e a luva também tem um polegar e quatro dedos. Embora a luva não seja a mão, ela é feita à semelhança da mão com a finalidade de conter a mão. No mesmo princípio, o homem é um vaso para conter Deus. Por essa razão ele foi feito à semelhança de Deus.
     Se você colocar a mão dentro de uma luva, confeccionada especialmente para ela, a sua mão se sentirá confortável nela. Do mesmo modo, Deus se sente confortável no homem. Entretanto, Ele não se sentiria confortável em um animal ou mesmo em um anjo. Somente no homem Deus se sente em casa, em descanso. O céu pode ser o lugar temporário da habitação de Deus, mas Seu verdadeiro e permanente lar é o homem.
     Somos todos "luvas" confeccionadas para conter Deus como a mão divina. Fomos feitos numa forma adequada para ser habitação de Deus. Deus tem mente, vontade e emoções; nós também. Como humanos, não devemos ser "frouxos", seres sem vontade firme. Um ser humano adequado deve ter não apenas mente e vontade, mas também ser cheio de emoção. Para nós, deve ser fácil e espontâneo rir ou chorar. Não devemos ser como estátuas, incapazes de expressar sentimentos, mesmo em situações diferentes. A Bíblia revela que Deus é rico em emoções. Ele odeia, ama e fica zangado. De acordo com João 11:35, o Senhor Jesus, o Deus encarnado, chorou. Por isso, para ser um vaso para conter Deus, o homem foi criado com emoções. A emoção é extremamente importante, porque o próprio Deus é rico em emoção. Ele não é um Deus de pedra.
     Todas as virtudes humanas foram criadas de acordo com os atributos de Deus. Por exemplo, a bondade humana é uma imagem da bondade de Deus. O mesmo é verdade com relação à mansidão. A mansidão do homem tem traços de semelhança com a mansidão de Deus.

sábado, 12 de julho de 2014

Águas No Vale e Nas Montanhas

ÁGUAS NOS VALES E NAS MONTANHAS

Havia um homem que amava muito o Senhor e O servia dia e noite. Um dia sua esposa morreu, deixando oito crianças. Que grande prova foi essa situação para aquele irmão! Muito jovem, ele sofreu e aprendeu bastante com a experiência que passou.
Passaram-se anos, e, então, outro irmão, conhecido do primeiro, veio igualmente a perder a esposa, ficando só, com quatro filhos. Ninguém conseguia confortá-lo, tamanha a depressão em que ele caíra.
Aconteceu, porém, que o primeiro irmão veio visitar o segundo. Ao vê-lo, o que recém perdera a esposa falou: -Irmão, como me sinto confortado! Agora me sinto refrescado. Você perdeu a esposa e ficou só, com oito crianças. Também perdi a minha, mas tenho só quatro crianças. Há algo em você que me refresca e conforta.
Quanta ajuda levamos aos outros quando desfrutamos Cristo em tempos de dificuldades e teste! Em Deuteronômios 8:7 é dito que na boa terra de Canaã há água fluindo nos vales e nas montanhas. Cristo está conosco e nos supre, não apenas nas montanhas, nos altos picos de nossa vida. Até mesmo nos momentos em que nos sentimos num vale. Ele é água, Ele é água viva a fluir! Tal desfrute é um refrigério para os que passam pelas mesmas dificuldades. Não é nos tempos pacíficos ou nos felizes, e, sim, nos dias de doença, tristeza e dificuldades que tais águas de alívio são produzidas. Quão abençoadamente os que beberem dessas águas ajudarão a outros.

O Caminho Da Vida

O CAMINHO DA VIDA

"E plantou o SENHOR Deus um jardim no Éden, da banda do Oriente, e pôs nele o homem que havia formado. Do solo fez o SENHOR Deus brotar toda sorte de árvores agradáveis à vista e boas para alimento; e a árvore da vida no meio do jardim e a árvore do conhecimento do bem e do mal" (Gn 2:8-9).
Por qual desses princípios você rege sua vida conjugal: pelo princípio do bem e do mal ou pelo princípio da vida? Muitos pensam que um casal adequado é aquele que procura evitar, em suas ações, o mal (errado) e buscar o bem (certo). Viver baseado no princípio da vida é mover-se pela nova vida que ganhamos em Cristo Jesus. Um casal adequado não é aquele que antes de agir verifica se sua atitude está certa ou errada, mas o que verifica o modo como a vida divina em seu interior está reagindo ao que está fazendo ou que pretende fazer.
Os cônjuges brigam porque geralmente estão sendo orientados pelo princípio do certo e do errado. Por exemplo, quando descobrem, no final do mês, que as despesas estão maiores do que a receita, ambos se lançam em busca de saber quem está certo e quem está errado; quem gastou mais, quem foi mais pródigo. Nesse momento o lar transformou-se em um tribunal onde um assume a promotoria (o ataque) e o outro assume a posição de advogado (a defesa), alternadamente. No final de um bom tempo perdido, de muitas palavras duras terem sido ditas, de ofensas e desgastes, o veredito de quem gastou mais recai sobre a esposa.
O marido está com as provas, seus argumentos foram certeiros e fizeram calar a esposa. Ficou evidente que ele era quem estava certo e a esposa, errada. Esse é o princípio do certo e do errado. Veja este versículo: "Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás" (v.17). Quando levamos nossa vida conjugal ou mesmo nossa vida cristã dessa forma, há sempre uma resposta, uma consequência. Segundo a Bíblia, a morte é o produto tanto para aquele que está errado como para aquele que está certo.
Desse episódio ilustrativo, podemos extrair alguns princípios importantes a considerar em uma discussão: primeiro, tanto o vencedor como o derrotado experimentam a morte espiritual. O sentimento de vazio, fraqueza e mal-estar. Segundo, o que ganha a batalha da argumentação perde o principal, o cônjuge. Terceiro e mais importante: a vida divina se recolhe, deixa de ser expressa. Quarto: O inimigo de Deus sai vitorioso.
O que deve controlar o viver de um casal cristão é o mover da vida divina dentro deles, é o próprio Senhor. Perceba o sentimento da vida, escute seu pronunciamento e aja a partir dela. É ela que diz o que deve ser feito. Muitos casais, mesmo aqueles que se amam, brigam e se separam baseados na convicção de que um deles está certo. Isso não é estranho?!
O "eu estou certo" tem separado mais casais do que os erros. Só a vida une.
A vida conjugal terá um salto em qualidade e e desfrute quando resolvermos viver baseados no princípio da vida.